Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

A Escola

A ESCOLA

 

Podemos entender que escola é o edifício onde funciona uma instituição de ensino, ou que é o conjunto dos professores, alunos e funcionários de um estabelecimento de ensino. Pode ser o conjunto das aulas que funcionam nesse estabelecimento, ou dizer-se que houve grandes pensadores que fundaram a sua escola. Nos dias de hoje, também há muita gente sem escola. E é pena.

A palavra escola é muito conhecida e repetida. Ainda no jardim-de-infância e já as crianças gostam de dizer que andam na escola. Cedo se habituam a ir à escola. Vão à escola para aprender. Escola é, na verdade, uma instituição que tem por função ensinar, colectivamente, matérias de carácter geral ou especializado. A escola deve também ajudar a família a educar cada jovem em ordem a tornar-se sujeito responsável pela orientação de sua vida e destino. Como ensina o cânone 795 do Código do Direito Canónico: Sendo que a verdadeira educação deve promover a formação integral da pessoa humana, em vista de seu fim último e, ao mesmo tempo, do bem comum da sociedade, as crianças e jovens sejam educados de tal modo que possam desenvolver harmonicamente seus dotes físicos, morais e intelectuais, adquirir senso de responsabilidade mais perfeito e correcto uso da liberdade, e sejam formados para uma participação activa na vida social.

Qualquer escola, seja promovida pelo Estado ou pela Igreja seja pelos particulares, realiza uma prestação de serviço educativo, um serviço de interesse público e até um serviço público, cujo objectivo é o bem da comunidade.

Devemos todos lutar por boas escolas com bons professores, bons alunos e bons funcionários. As famílias precisam que haja liberdade de educação para poderem escolher as melhores escolas para os seus filhos.

Aurora Madaleno

(In: VilAdentro, Abril 2008, p. 12;

Jornal da Beira, 1 Julho 2010, p. 13)

publicado por Aurora Madaleno às 22:24
link do post | comentar | favorito

Ensino

ENSINO

 

Segundo o direito canónico, a verdadeira educação deve ter por objectivo a formação integral da pessoa humana, orientada para o seu fim último e simultaneamente para o bem comum das sociedades. As crianças e os jovens devem ser formados de modo a que desenvolvam harmonicamente os seus dotes físicos, morais e intelectuais, adquiram um sentido mais perfeito da responsabilidade e o recto uso da liberdade, e sejam preparados para participar activamente na vida social.

Competindo aos pais o múnus de educar, as escolas constituem o seu principal auxílio para o desempenho dessa missão. Importa que os pais cooperem estreitamente com os professores das escolas, às quais confiaram a educação dos seus filhos. Também os professores, no desempenho da sua missão, devem colaborar com os pais, ouvindo-os de bom grado. Do bom entendimento entre pais e professores só pode resultar melhor educação das crianças e dos jovens.

Na sociedade civil as leis orientadoras da formação da juventude devem prover também a educação religiosa e moral nas próprias escolas, de acordo com a consciência dos pais. Daí que os pais devem gozar de verdadeira liberdade na escolha das escolas para os seus filhos. Há que pensar na fundação e manutenção de escolas em que o ensino que nelas se ministra seja notável pelo aspecto científico e pela boa orientação e que preparem pessoas sãs, animadas não apenas pela criação intelectual mas também pela vida de comunhão e de solidariedade humana.

A família, a escola e a sociedade devem preparar o futuro por meio de bons educadores e seguros de que o ensino é fiel aos princípios que valorizam as boas relações entre as pessoas, o trabalho, a honestidade, e tudo o que dignifica o Homem.

Aurora Madaleno

(In: VilAdentro, Agosto/Setembro 2008, p. 12;

 Jornal da Beira, 24 Junho 2010, p. 12)

publicado por Aurora Madaleno às 18:22
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Curso 1957-1959

6.º Encontro dos Antigos Alunos da Escola do Magistério Primário da Guarda

Curso de 1957-1959

A Guarda tem um encanto que nenhuma outra cidade consegue despertar em mim. É sempre com satisfação que ali me desloco nas férias. São dias muito especiais em que descanso e vivo como que voltando à minha infância, à minha mocidade. Passeio nas mesmas ruas em que me criei e quase nem me dou conta de que nelas caminham pessoas que nunca conheci. Reparo em rostos que me são familiares mas de que não recordo nem o nome nem qualquer relação ao meu passado; no entanto, sorrio e sabe-me bem respirar o mesmo ar de todos os que hoje ali vivem e de tantos outros que, como eu, percorrem os lugares das suas recordações. Se há visitas guiadas pelo centro histórico, também aproveito ver e aprendo sempre alguma coisa com as explicações que vou ouvindo.

Este ano de 2011 voltei a subir à Sé e senti-me muito bem. Tinha-me inscrito para o Encontro do curso 1957-1959 e fiz umas feriazinhas pelo 10 de Junho – uma bela oportunidade para respirar e ver tudo de novo. “Parece que o tempo volta para trás”, ouvi dizer, mas não volta, não. O que volta é a alegria de nos reencontrarmos. A descontracção reaparece e sentimo-nos soltos das preocupações das pessoas adultas em que nos tornámos. Conversamos sobre a vida que agora temos e sobre colegas que nunca mais vimos, rimos, dançamos, comemos de tudo o que aparece na mesa e nada nos vai fazer mal. É dia de festa, o dia de reencontro. Que bom! Estive 50 anos sem ver colegas que não esqueci. Afinal voltámos e estavam ali comigo de novo a petiscar, a sorrir, a conversar: a Augusta Relvas, a Adélia, a Irisalva, a Cremilde, a Maria José Fernandes, a Joaquina e a Maria Joaquina, a Mariazinha, a Maria de Lurdes Gomes e a Maria de Lurdes Batista, a Imelda, a Margarida, a Miquelina, a Maria Otília, a Maria Antonieta, o Alfredo, o Adérito, o Barroso, o João Ramos, o Victor. Não há rugas nem cabelos brancos que façam esquecer os tempos de estudo, os professores, o estágio, os sonhos e as esperanças que nos fizeram “senhoras e senhores” respeitados pelos nossos alunos naquela nossa idade ainda tão cheia de juventude. Falámos de todas essas coisas, das nossas sensações. E ouvimos o trinar da guitarra e a voz do fado, muitos de nós recordando outros momentos de serenatas e de capas ao vento. Lindo! Eu gostei. Gostei muito e, por isso, deixo um bem-haja aos organizadores deste Encontro. Felicito-os pela boa refeição e pelo ambiente humano que nos proporcionaram. As fotografias “falam” desse ambiente. Ano após ano nos encontraremos, enquanto Deus quiser.

Abraços. Beijinhos.

Aurora Madaleno

publicado por Aurora Madaleno às 17:57
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
27


.posts recentes

. A Escola

. Ensino

. Curso 1957-1959

.arquivos

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds