Quarta-feira, 8 de Junho de 2016

As associações de fiéis

As associações de fiéis

 

Todos os fiéis se podem associar livremente. A Igreja aconselha os fiéis a que se inscrevam de preferência em associações erectas ou louvadas ou recomendadas pela autoridade eclesiástica competente, para em comum se esforçarem por fomentar uma vida mais perfeita.

Existem associações na ordem jurídica canónica com fins diversos, todas elas imbuídas do espírito cristão, umas para promover o culto público ou a doutrina cristã, outras para a evangelização, outras para o exercício de obras de piedade ou de caridade, e outras promovendo de tudo isso um pouco bem como outros fins sociais e culturais.

Todas essas associações canónicas têm estatutos próprios, nos quais se determinam os seus fins, a sede, o governo, as condições para a elas se pertencer, o modo de agir, tendo em atenção as necessidades ou as utilidades do tempo e do lugar.

À autoridade eclesiástica competente pertence velar para que nas associações de fiéis, qualquer que seja a designação, se mantenha a integridade da fé e dos costumes, e cuidar que se não introduzam abusos na disciplina eclesiástica. Por isso lhe compete o dever e o direito de as visitar segundo as normas do direito e dos estatutos.

A mesma pessoa pode inscrever-se em várias associações, ser admitido nas associações existentes ou ajudar a criar novas associações canónicas, segundo o direito. Terá sempre que conhecer os respectivos estatutos, contribuindo para a promoção e desenvolvimento das actividades de cada uma dessas associações segundo o espírito cristão que as anima.

Os que estão à frente de qualquer associação de fiéis devem procurar cooperar com as outras associações de fiéis bem como prestar auxílio às várias obras cristãs sobretudo às existentes no mesmo território.

 

Aurora Madaleno

(In: VilAdentro, Ano XIII, N.º 144, Janeiro 2011, pág. 12)

 

publicado por Aurora Madaleno às 15:54
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013

Pontifício Colégio Português

Pontifício Colégio Português - uma presença portuguesa em Roma

 

 

O Pontifício Colégio Português foi fundado em 6 de Maio de 1898, conforme a Acta da sua fundação lavrada no Hôtel de Rome, na Via del Corso em Roma. Entre a comissão de fundadores destaca-se D. António José de Sousa Barroso, Bispo do Porto. A erecção canónica foi concedida pelo Papa Leão xiii, a 20 de Outubro de 1900, pela carta Rei Catholicae apud lusitanos.

É uma instituição para residência dos sacerdotes do clero secular, ido de Portugal e de outros países, designadamente dos antigos territórios ultramarinos administrados por Portugal, enviados pelos seus Bispos para completar e aprofundar os seus estudos eclesiásticos e realizarem especializações a fim de obterem os correspondentes graus académicos. Frequentam as aulas nas diversas Faculdades eclesiásticas existentes na Cidade Eterna, consoante o curso escolhido. No Colégio, os sacerdotes vivem em comunidade, tendo a oportunidade de consolidar uma mentalidade universal e católica, no contacto mais directo com as instituições da Igreja em Roma, em particular as da Santa Sé. Os sacerdotes, pertencentes a Institutos religiosos, residem nas respectivas casas.

Logo de início, no primeiro ano, o Pontifício Colégio Português funcionou em Santo António dos Portugueses. No ano seguinte, funcionou na Villa Borghese. De 1900 a 1974, funcionou no Palácio Alberini, na Via Banco Santo Spirito. A partir de 1975, tem a sua sede em Via Nicolò v, 3, 00165 Roma. Também a partir de 1975 passaram a prestar serviço no Colégio as Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.

O Pontifício Colégio Português é propriedade da Conferência Episcopal Portuguesa e depende também juridicamente da Santa Sé. É mantido pela Conferência Episcopal Portuguesa. O seu Reitor é nomeado pela Congregação para a Educação Católica mediante proposta dos Bispos de Portugal. O Vice-Reitor e os outros responsáveis do Colégio são nomeados pela Conferência Episcopal Portuguesa com conhecimento da Sé Apostólica.

Alguns Bispos, ainda vivos, foram seus Reitores: D. Teodoro de Faria, Bispo emérito do Funchal, D. Amândio Tomás, Bispo de Vila Real, D. José Manuel Garcia Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Brás da Silva Martins, Bispo auxiliar de Lisboa. O primeiro Cardeal de África, D. Teodósio Clemente de Gouveia, madeirense, de saudosa memória, foi também seu Reitor.

Não há dúvida que o Pontifício Colégio Português, ao longo da sua vida já centenária, desempenhou e desempenha uma missão importante ao serviço da Igreja, qualificando a formação de sacerdotes, os quais beneficiaram o Povo de Deus, nos ofícios que assumiram, e muitos deles depois no episcopado.

O actual Reitor é o Padre José Fernando Caldas Esteves, da Diocese de Viana do Castelo, e o Vice-Reitor é o Padre Paulo José Sequeira Figueiró, da Diocese da Guarda.

 

Aurora Madaleno

(In: VilAdentro, Ano XV, N.º 173, Junho 2013, p. 12)

publicado por Aurora Madaleno às 21:15
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