Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016

ULTI - Encerramento do Ano Lectivo 2001-2002

Encerramento do Ano Lectivo 2001-2002

27 de Junho de 2002

 

 

Prezados Colegas e Amigos

 

Em 14 de Março de 1987, iniciou-se um Projecto de valorização pessoal através de troca de saberes e de convívio, o qual, à medida que se foi realizando, se tornou um autêntico espaço de cultura e de vida.

Esse espaço é a Universidade de Lisboa para a Terceira Idade.

 

No corrente ano lectivo mantivemos o propósito de criar uma imagem enriquecida pela cultura e pela investigação.

As aulas decorreram com o habitual interesse, para cujo êxito muito contribuiu o Corpo Docente da ULTI com o seu já tradicional espírito de dedicação.

A frequência das aulas por parte dos Discentes poderá considerar-se normal, apesar de, em alguns casos, se terem verificado ausências significativas.

Aguardo os Relatórios Pedagógicos dos Senhores Professores, para verificar se todos atingiram os objectivos que haviam programado e se consideram que foi proveitoso e agradável o seu convívio com os Alunos.

 

Os Alunos que tenham boa frequência comprovada durante, pelo menos, três anos seguidos, poderão requerer, na Secretaria, de 1 a 15 de Outubro, o respectivo Certificado de Frequência, o qual será emitido após parecer escrito do(s) Professor(es) da(s) Disciplina(s) e do Coordenador da respectiva Área.

 

Os Senhores Professores terão o cuidado de confirmar na Secretaria a sua antiguidade como docente da ULTI em regime de voluntariado, bem como fazer entrega de um resumo do seu curriculum vitae e das bases do seu Programa Pedagógico, caso ainda não o tenham feito.

 

O próximo ano lectivo terá o seu início no dia 1 de Outubro.

O Calendário Escolar proposto pelo Conselho Pedagógico já está aprovado e distribuído em carta por mim dirigida a todos os Senhores Professores. A Secretaria vai afixá-lo nos painéis informativos da ULTI.

 

Quero aproveitar este momento para agradecer a todos quantos de algum modo colaboraram com o Conselho Directivo e com o Conselho Pedagógico no bom funcionamento das aulas e das actividades da ULTI.

Agradeço aos colaboradores do Boletim Árvore do Saber, designadamente ao seu Conselho de Redacção que tem vindo a demonstrar capacidade para levar por diante uma iniciativa que consolida a boa imagem cultural que pretendemos para a nossa Universidade.

Agradeço aos Senhores Professores a sua dedicação na docência das diversas Disciplinas e na organização de visitas de estudo e outras manifestações internas e externas da actividade da ULTI, como seja a Exposição das Artes, as diversas intervenções do Coro, da Tuna, dos Segréis, da Tertúlia e de grupos cheios de iniciativa que muito me apraz registar.

 

Lembro a nossa participação no Encontro-Convívio dos premiados pela Fundação Carmona e Costa, no 1º Encontro de Universidades, no Congresso do Ano Internacional dos Voluntários e na Expo sénior.

Lembro o nosso Seminário sobre o Euro e o Ciclo de Conferências Culturais que levamos a cabo às sextas-feiras e que abrimos a toda a população.

Lembro a Bênção Apostólica que o Papa João Paulo II concedeu à Presidente, aos Docentes e aos Discentes da nossa Universidade, bem como as palavras amáveis da carta que a Secretaria de Estado do Vaticano nos enviou.

 

E não quero terminar sem que a todos peça uma salva de palmas para o representante da Paróquia, Frei Fernando, e para os restantes membros dos Órgãos da associação, pelo empenho e dedicação à Universidade.

 

Desejo a todos uma tarde cheia de alegria, seguida de umas férias reconfortantes.

A ULTI não vai de férias. Fica sempre à vossa espera.

 

A Presidente, Aurora Martins Madaleno

 

 

publicado por Aurora Madaleno às 21:28
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1.º Encontro entre Universidades, por uma Universidade Intergeracional

1º Encontro entre Universidades (Outubro de 2001, na Reitoria da Universidade de Lisboa)

por uma Universidade Intergeracional

 

As Universidades e Academias Seniores

  

As Universidades da 3ª Idade tendem a ser comunidades autónomas de saberes e competências dedicadas à educação e ao conhecimento.

Cada uma tem o seu projecto educativo próprio e autónomo.

Cada uma procura estabelecer interacção com a comunidade e o território em que se insere.

É seu propósito contribuir para dar resposta às exigências de desenvolvimento do País quanto à formação das pessoas adultas e idosas de nível superior.

 

O ensino é ministrado, quase sempre, em regime de voluntariado e de troca de saberes, quer entre os mais velhos, quer para outras pessoas interessadas em aumentar e variar as áreas da sua cultura sem, contudo, aspirarem a obtenção de diplomas ou de graus académicos.

Os padrões de qualidade inerentes ao ensino superior são muito variáveis. Algumas conseguiram já atingir um bom nível educacional e desenvolvem actividades sócio-culturais que as não envergonham perante estabelecimentos públicos ou particulares reconhecidos oficialmente.

Alunos que frequentam as universidades tradicionais já começam a aparecer nas nossas Universidades da 3ª Idade, para frequentarem as aulas e assistirem às nossas conferências culturais e debates sobre temas muito variados e da actualidade, bem como para participarem nas nossas actividades artísticas. A título de exemplo, posso referir que tenho uma aluna da Licenciatura em Psicologia que, ao sábado, frequenta as minhas aulas de Direito e nas tardes de sexta-feira assiste às conferências culturais que promovemos durante este ano 2001.

Assim como temos alunos que são médicos ainda a exercerem em clínicas, empresários e funcionários públicos ainda no activo.

 

Estes estabelecimentos a que chamamos Universidades para a Terceira Idade ou Academias começaram a nascer em Portugal e noutros países da Europa nos anos 80 do século passado (XX).

Muitas delas impulsionadas por associações cujo objectivo era ocupar os tempos livres dos idosos e aprofundar o seu saber e a sua cultura.

Os lares e os centros de dia davam já alguma resposta às necessidades de acompanhamento e de convívio às pessoas idosas, doentes ou sem apoio da família.

Mas havia, ainda, uma franja de necessidades a que dar resposta. Era preciso ajudar a manter o ritmo de vida aos que se reformavam, aos que perdiam emprego, aos que ficavam sem os filhos ou sem o/a companheiro/a.

Era preciso manter acesa a chama do gosto pelo saber, pelo debate de temas científicos ou da vida do dia a dia. Manter a actividade intelectual.

Era preciso, ainda, proporcionar que muitos comunicassem a outros muitos o que aprenderam, experimentaram e viveram até ali.

E as Universidades para a 3ª Idade nasceram, visando a integração e manutenção do idoso na sociedade, através da promoção de actividades culturais, artísticas, desportivas e recreativas, bem como do desenvolvimento da investigação e publicação das suas obras quando de qualidade.

Com ou sem o apoio do Estado, mas nasceram. E estão aí. Com o nome de associações, de academias, de escolas, de universidades.

 

As comunidades deram estas respostas aos problemas que sentiram.

O crescimento da percentagem de pessoas com mais de 65 anos ocasionou este movimento, designadamente entre grupos de pessoas que se aposentavam.

A Igreja viu desabrochar muitas delas nas suas instalações.

Algumas autarquias locais tentam ajudar.

Mas é, sobretudo, o entusiasmo e a carolice dos professores e alunos que os levam a fazerem estas experiências tão interessantes, à sua custa.

 

O poder político vai ter que olhar esta realidade e apoiar estas iniciativas.

Cada vez teremos mais idosos. Os jovens devem ajudar os idosos a actualizarem os seus conhecimentos. E também eles podem aproveitar e aprender com estes exemplos de vida, porque as Universidades da Terceira Idade são autênticos espaços de cultura, convívio e alegria.

O diálogo intergeracional tem que ser promovido.

Penso que deste 1º Encontro Nacional poderá sair o compromisso de se organizarem encontros regionais sobre o mesmo tema, envolvendo as próprias Associações Académicas.

 

Termino saudando os responsáveis pela organização deste Encontro, os Representantes do ME, do MT, do CRUP, da Associação das Universidades Privadas e o Magnífico Reitor desta Universidade de Lisboa que nos acolheu.

A iniciativa e a presença de V. Exas são um estímulo para nós. BEM HAJAM!

  

Lisboa, 30 de Outubro de 2001

(em nome das Universidades e Academias da Terceira Idade)

Aurora Martins Madaleno

(presidente do Conselho Directivo da ULTI)

 

 

publicado por Aurora Madaleno às 20:05
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