Quarta-feira, 19 de Junho de 2019

Diocese de Pinhel

DIOCESE DE PINHEL

A Diocese de Pinhel é uma diocese histórica, sendo actualmente uma Sé titular.

Foi criada por bula do Papa Clemente XIV de 25.08.1770, ao mesmo tempo que a de Penafiel, a pedido do Rei D. José que mandou erigir em cidade a futura sede do bispado

O primeiro Bispo nomeado foi D. Frei João Rafael de Mendonça (1770-1771), que não chegou a tomar posse porque foi transferido para a Sé do Porto.

O primeiro Bispo efectivo foi D. Cristóvão de Almeida Soares de Brito (1772-1782).

O segundo Bispo da diocese de Pinhel foi D. José António Pinto de Mendonça Arrais (1782-1797).

Seguiu-se D. Bernardo Bernardino Beltrão Freire (1797-1828), que foi Bispo da diocese durante as invasões francesas e a revolução liberal. D. Bernardo Beltrão morre a 19.07.1828, sendo nomeado Vigário pró-capitular o Padre Manuel Farinha Beirão, enquanto Pinhel fosse «sede vacante». O Padre Farinha Beirão continuou Governador do Bispado e Vigário Pró-Capitular até à nomeação do último bispo por D. Miguel, em 1832.

Em Janeiro de 1832, foi nomeado o Bispo por D. Miguel, D. Leonardo de Sousa Brandão (1832-1838), mas D. Pedro declarou vaga a diocese de Pinhel, logo no ano seguinte (1833) e o Bispo teve de fugir e acabou por falecer em 19.04.1838, em casa de um seu irmão, sem os cuidados médicos necessários, para não ser descoberto o seu paradeiro, e foi enterrado de noite no dia seguinte.

A não nomeação de sucessor para o Bispo D. Leonardo Brandão explica-se pela disposição dos liberais de reduzirem o número de dioceses no país.

Assim, verifica-se o recurso a Governadores de Bispado que se foram sucedendo.

O Arcebispo de Braga era o administrador da Diocese que cometia a jurisdição espiritual ao Governador do Bispado. Em 22.09.1874, foi nomeado o Dr. António Mendes Belo (1874-1881), administrador diocesano, professor do Seminário de Pinhel e futuro Cardeal Patriarca de Lisboa, que teve como substituto para os seus impedimentos o Padre António Bernardino Ferreira Cardoso, abade de Algodres.

O último Vigário Geral e governador do Bispado de Pinhel foi o Padre João António Caldeira de Araújo, antigo professor do Seminário de Pinhel e abade de Nossa Senhora da Assunção da Atalaia.

A Sé Catedral de Pinhel era a agora Igreja Matriz de Pinhel, que havia sido edificada no século XVI como capela do antigo convento das Clarissas de São Francisco.

A diocese de Pinhel manteve-se vaga até ser extinta pelo Papa Leão XIII, por Bulla Gravissimum Christi Ecclesiam regendi et gobernandi munus, de 30.09.1881, encarregando da sua execução o Cardeal D. Américo.

Em 14.09.1882, o Rei aprovou a proposta do Bispo do Porto, sendo extintas cinco dioceses: Aveiro, Castelo Branco, Elvas, Leiria e Pinhel, ficando o total de dioceses reduzido a 12. A diocese de Pinhel foi incorporada na Diocese da Guarda, que passou a ser a terceira maior do país em paróquias.

Depois da extinção do bispado em 1882, o edifício do Paço Episcopal foi comprado pela Câmara Municipal de Pinhel, tendo sido utilizado até à actualidade para diversos fins.

Como diocese mantém, ainda, o nome na lista universal. Sendo uma diocese sem território, Pinhel continua, pois, a ser uma Sé titular, ou seja, circunscrição eclesiástica histórica, existindo apenas como título.

O título de bispo titular de Pinhel continua a ser usado por bispos auxiliares, à semelhança do que sucede com outras dioceses históricas de Portugal extintas. Referimos como bispos titulares de Pinhel: Thomas Kiely Gorman (1969-1971); Mervyn Alban Alexander (1972-1974); Hugo Mark Gerbermann (1975-1996); Manuel José Macário do Nascimento Clemente(1999-2007); Guillermo Martín Abanto Guzmán (2007-2019).

 

Aurora Madaleno

publicado por Aurora Madaleno às 21:16
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


.posts recentes

. O arguido

. Diocese de Pinhel

. A Assembleia da República

. A LEI

. Assembleia da República

. Regime de bens no casamen...

. Debate instrutório

. O Referendo

. O Divórcio

. Casamento de português no...

.arquivos

. Julho 2019

. Junho 2019

. Abril 2019

. Janeiro 2019

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds