O Sínodo dos Bispos
O Sínodo dos Bispos
O Sínodo dos Bispos para a Igreja Universal é uma instituição permanente, criada pelo Papa Paulo VI, em 15 de Setembro de 1965, pelo M P Apostolica Sollicitudo,[1] em resposta aos desejos dos Padres do Concílio Vaticano II, para manter vivo o espírito de colegialidade nascido da experiência conciliar.
Tem um Secretário perpétuo ou Geral a quem se junta um número suficiente de ajudantes. Cada uma das Assembleias do Sínodo dos Bispos tem, ainda, o seu Secretário Especial que permanece no ofício até final da dita Assembleia.
Tanto o Secretário-Geral como os Secretários Especiais são nomeados pelo Sumo Pontífice.
É convocado, segundo as necessidades da Igreja, pelo Romano Pontífice, para consulta e colaboração, quando, para o bem geral da Igreja, lhe pareça oportuno. Durante o encontro sinodal expressa a sua opinião sobre argumentos de grande importância e gravidade. Através da aceitação pelo Santo Padre das sugestões ou conclusões de uma determinada assembleia, o episcopado exerce uma actividade colegial que se aproxima mas não coincide com a manifestada num concílio ecuménico.
A principal característica do Sínodo dos Bispos é o serviço à comunhão e à colegialidade (collegialis affectus) de todos os Bispos com o Santo Padre, que é o primeiro na ordem episcopal. Como dizia o Papa João Paulo II, la unidad del episcopado, el cual, para ser uno, necesita una Cabeza del Colegio. (Pastor Gregis, 56)
O Sínodo dos Bispos (Synodus Episcoporum) não é um Organismo particular com limitada competência como as Congregações e os Conselhos da Cúria Romana. Tem ampla competência para tratar qualquer tema de acordo com o procedimento estabelecido pelo Santo Padre na carta de convocação.
O Sínodo dos Bispos com a sua Secretaria-Geral permanente não faz parte da Cúria Romana e não depende dela. Está, sim, directa e exclusivamente sob a autoridade do Santo Padre ao qual permanece unido no governo universal da Igreja.
Ordo Synodi Episcoporum celebrandae, de 8 de Dezembro de 1966,[2] é o primeiro regulamento do Sínodo dos Bispos. Foi-lhe dada nova redacção e ampliado em 24 de Junho de 1969[3] e, posteriormente, em 20 de Agosto de 1971.[4]
O Código de Direito Canónico de 1983 trata o Sínodo dos Bispos nos cânones 342 a 348, que constituem o Capítulo II (Do Sínodo dos Bispos), da Secção I (Da autoridade suprema da Igreja), da Parte II (Constituição Hierárquica da Igreja), do Livro II (Do Povo de Deus).
O Código dos Cânones das Igrejas Orientais de 1990 refere-se ao Sínodo dos Bispos no cânone 46.
[In: Madaleno, Aurora Martins, A Cúria Romana à luz da história e do direito, edição da Casa da Cultura António Bentes, pp. 121-122]
[1] In AAS 57 [1965] 775-780.
[2] In AAS 59 [1967] 91-103.
[3] In AAS 61 [1969] 525-539.
[4] In AAS 63 [1971] 702-704.